A chegada aos States foi um tanto estranha. Eu estava ansiosa, com medo, feliz, uma confusão interna. Fiz escolhas sobre transporte e acomodação não acertadas para os primeiros dias em que eu ficaria sozinha em San Francisco... mas como já havia postado, graças aos erros acabei indo ficar com Margaret e foi tão bacana, mesmo, foi um prazer estar com ela, com Tom e Carol. Me senti acolhida e tão bem tratada. Ela me mostrou partes da cidade que nunca veria sozinha, tivemos conversas super boas, comemos comidas deliciosas em seus lugares prediletos e no último dia ela e seu namorado ainda me levaram para degustação de vinho em Sonoma. Região muito bonita, vinho gostoso... Feliz! Muito obrigada!
Depois
Margaret me apresentou sua amiga Madrilhenha que mora nos States há 6 anos (sua
mãe é americana, inclusive, mas mora em Madrid). Ela é uma querida, uma amiga
que fiz e espero guardar. Então depois de alguns rolês muito interessantes
nessa cidade bonita e cosmopolita fui para o encontro da Fulbright em Stanford
University e devo dizer que fiquei emocionada.
O campus é
um lugar tão bonito quanto aos que eu já havia visto nos filmes, é
indescritível. É a melhor universidade dos Estados Unidos e entendo porque , é tipo
perfeito. E as pessoas que nos receberem e instruiram foram todas umas
queridas. Tivemos, todos os FLTAs, um tratamento VIP. Foi lindo lindo lindo!
E foi lindo
ver gente de tantos países diferentes, tantas culturas que nunca havia tido
contato, tão diferentes de mim. Pra citar alguns países: Mauritânia, Marrocos,
India, Isla, França, Italia, Alemanha, Russia, Irlanda, Japão, China,
Tailândia, Coréia, Jordânia, Afeganistão, Turquia, Libia, Paquistão, Argentina,
Uruguai, Espanha. Foram trocas rápidas mas intensas, entre pessoas que se abriram
para essa aventura que é morar em um lugar muitas vezes tão diverso de seu país
de origem e fazer o papel mais que de professores, mas principalmente de
“embaixadores culturais”.
Foi muito
interessante ver como todos foram mudando do primeiro momento ao último juntos,
como a ideia por trás desse programa faz mesmo sentido: conhecer pessoas de
outras culturas nos muda, nos faz repensar preconceitos, nos faz mais humanos e
compreensivos, nos enriquece e engrandece . Não que eu não soubesse disso, mas
é sempre bom viver, sentir essa mudança acontecer em você e vê-la nos outros.
Foi bonito! Agradeço a todos.
Depois
voltei para mais um dia de aventura em SanFran, com María. Foi super gostoso, o
passeio e a companhia. Conversas bacanas demais sobre a vida e nossas culturas,
além de observações sobre o American Way of life, passeando pelas ruas de
Mission e o Parque Dolores, depois bebendo sangria e comendo batava brava em um
restaurante espanhol, depois sopa thailandesa, depois cerveja em um bar rock
sujinho como eu gosto. Obrigada María, de coração!
Agora quero fechar dizendo que San Francisco
apesar de ventar demais é uma cidade que vale muito a pena conhecer, para
experienciar o ar feliz Californiano e a brisa fria do Pacífico, vendo gente
bonita, colorida e bronzeada. Foi muito bom ver o respeito pelos ciclitas, devo
dizer que isso de fato chamou muito minha atenção, até por vir de Sampa onde a
luta por esses direitos ainda esta na
estaca inicial. Aqui todos os ônibus têm um “porta-bike” na frente e os
motoristas têm paciência e respeito pelos ciclistas. É lindo! Além disso, são
diversas comunidades de culturas como italiana, japonesa, grega, etc, bairros
interessantes, opções variadas de comidas, vida cultural e noturna. Mas me
impressionou o fato da cidade “fechar cedo”, mas isso foi uma primeira
impressão. A certeza é que não é uma cidade barata, não mesmo. Mas ainda vale
muito a pena o rolê. Feliz de ter tido mais essa oportunidade na vida.. e feliz
de estar finalmente a caminho de Detroit. E lá vou eu para mais uma aventura,
cheia de desafios, com certeza! :)
PS: Já em Detroit indo tomar uma coms os roomates, um italiano e um francês! há! ;)










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