segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dicas gerais para mochilão pela Europa

Gostaria de dar umas dicas gerais para mochileiros de primeira viagem pela Europa... me foram muito úteis, coisas básicas que ouvi ou que aprendi fazendo. Isso caso você vá no esquema "pobre-muquirana" que eu fui.

TRANSPORTE:

- Avião é o meio mais barato normalmente e as empresas mais baratas são: Easy Jet e Ryan Air. Vale buscar no site: E-dreams. Fique atento às especificações de peso e tamanho de bagagens para não pagar extra na hora. Normalmente tem o tamanho da mala de mão e em torno de 20 Kg na que vai despachar, que você deve incluir já na compra.

- Trem: vale a pena demais porque é muito bonito.. tipo a viagem que fiz com um preço incrível, indo de Paris a Milão, passando pelos Alpes.. Foi pela Raileurope.com Mas fica esperto(a) porque muitas vezes, quando não achar promoção, você ainda pode descobrir esquemas locais mais baratos, trens que param mais, mas se você não tem pressa é uma boa também.. aí tem que se informar em cada país/cidade com locais de preferência.

- Normalmente vale a pena comprar o "Travel Card" de cada cidade, por dia. É um ticket que vale para o dia todo quantos e quais transportes quiser pegar. Pra quem ta no rolê vale demais. Dica importante: atenção porque lá o ticket é por dia, então só compre o que for usar na data, não vale pra amanhã, ok?


CAMA:

- Couchsurfing é O canal. Tenho ótimas experiências.. a forma mais barata e interessante de conhecer pessoas locais e a vida real, cotidiana, da cidade. Isso ainda te rende muitas dicas maravilhosas de lugares para conhecer na cidade. Lembre-se que isso é uma troca e você deve oferecer não só sua simpatia e gratidão, mas quem sabe uma janta aos seus hostess!?

- Airbnb: Site onde você aluga quartos de forma segura e muitas vezes com preços muito bons.

- Hostels. Aí é só pesquisar o que mais te agrada, claro. Hostel World é um site bom pra ajudar.


COMIDA:

- Dica rápida e básica. Compre coisas no supermercado para café da manhã e almoço ou janta. Se possível, ande sempre com um daqueles talheres de plásticos (de aventureiros e afins) na bolsa, também um saquinho plástico e uns guardanapos. Aproveite a economia para uma refeição bem gostosa em um restaurante legal de comida local ou o que quiser.. eu prefiro fazer isso à noite, acompanhado de um bom vinho ou outra bebida.

MALA:

- Se vai sair carreando mochila, não faça como eu, fortaleça seus músculos antes, caso não esteja habituado(a) a carregar de 20 a 30 Kg "na cacunda" e andar bastante com isso. Ou vá de mala de rodinha.. mais chato, mas não corre o risco de se machucar e perder o rolê.. eu quase fiz isso.. quase.. ufa! E eu nem sou assim sedentáariaa, hein! E óbvio, leve pouca coisa, despache coisas pesadas que comprar, tipo livros (o que te faz pensar muito antes de comprar, na verdade. o que é bom).. não é barato, mas te poupa forças e você se mantém no peso permitido para vôos internos. Guarde grana e a mala extra que você pode comprar lá, para o último momento, antes de pegar o vôo de volta pro Brasil.. neste é permitido duas malas de 35Kg ou algo assim... ;)

Que eu me lembro no momento é isso! Só de falar fico à fim de cair de novo na estrada..
Jajá! Eba! :D

Londres.Restaurantes.DIcas

Na vibe de lembrar nomes, aqui vão três dicas de onde comer/beber em Londres... dentre as milhares de opções maravilhosas, tipo difícil errar.. mas aqui vão:

- Indiano simplesmente DIVINO: Thames Tandoori, na Waterloo Road. VÁ!

- Em China Town existem mil restaurantes ótimos, não sei o nome do que eu fui (era China China mas mudou), mas qualquer um vale a pena e eu recomendo Pato.

- Barraquinhas de rango na feira de domingo de Brick Lane. Muita coisa gostosa, lugar legal!

Se você gosta de Gin & Tonic, se jogue em qualquer Pub como eu fiz e aproveita pra experimentar todas as cervejas possíveis.. hehehe

Um Pub bem bacaninha e numa vilinha perto de London Bridge Station (onde fiquei uns dias bem gostosos) é o The George Inn. 77 Borough High Street.

Berlin.Dicas



Bom, eu sou mega desligada e saio fazendo as coisas sem me preocupar com nomes, inclusive das pessoas, que esqueço sempre.. mas tinha algumas coisas anotadas, então darei três breves dicas de Berlin, pra quem não sabe nada, assim como eu quando cheguei lá:

- Berghain: o clube noturno MAIS legal, mas que também tem a maior fila todos os fins de semana e você corre o risco de nem entrar porque é aquele esquema "você pode, você não".. que eu não curto nem um pouco.. mas caso você seja um "sim", não vai se arrepender.. se gosta de balada forte e de música eletrônica estilo Bauhaus e afins..

- Wilde Renate: um casarão que virou balada e é simplesmente imperdível, em Frederischtein. Começa sexta à noite e vai até domingo ou segunda.. é como eu digo, o povo lá sabe festejar.. hehehe.. ADORO!

- Schokoladen: um dos muitos Squats que existem lá, esse eu fui tomar umas brejas e cheguei meio tarde, mas rola banda e várias coisas nesse e em vários Squats. Vale conferir todos possíveis.

No geral, recomendo o bairro: Friedrichshain. Ande e curta bastante! <3
E recomendo andar de madrugada, dar rolê mesmo, de trêm, metrô e afins e curtir a vibe jovem, tomando umas e aproveitando a cidade que é a única que eu já fui em que não pára à noite... Ai que saudade...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Devaneio sobre barulho/silêncio



O silêncio que percebi e me impressionou em Berlin (ainda mais quando com neve), maior do que de outras capitais por onde passei, não está só no fato "aliviante" de não haver o ruído alto e constante de ônibus, carros, buzinas, gritos, músicas, conversas, saltos altos e etc que há tão alto em Sampa... E que cansa e stressa tanto. Achei mágico uma cidade grande poder se silenciar daquele jeito.

É um silêncio também que surge pra mim da possibilidade de abstração do significado das palavras ao redor (eu que não entendo nada de alemão). Lá eu não lia anúncios e placas o tempo todo, ou escutava mil conversas que não me interessavam e me desconcentrariam de meu próprio raciocínio e devaneios sobre o mundo e eu e a cidade e... esses tantos estímulos constantes que me tirariam do meu tempo interno.

Lá há sim, bastante estímulo visual, naquela cidade colorida de street art. Mas estes não estão o tempo todo fechando, guiando seus desejos, mas estão sim em busca de te instigar ao repensar, em sua grande parte... E esses são os estímulos que considero ricos e necessários, os que busco.

Acho mesmo que é uma infelicidade da máquina humana não se poder aumentar e diminuir o volume do mundo de acordo com sua necessidade e seu desejo momentânios. E espero não insultar as pessoas que não podem escutar, de forma alguma, mas que ser ouvinte nunca desejou, por segundos que seja, ser surdo ao menos naquele nível dos avós, que tiram o aparelho auditivo quando se cansam de escutar alguém ou o mundo? Será isso um pecado (não que eu me preocupe com esse sentimento)? Um descaso pela perfeição de se poder escutar? Não, não é isso.

Talvez seja apenas uma descrença no que o homem tem sido capaz de produzir, no que o mundo tem nos oferecido, ou seja, no que nós próprios temos sido capazes de fazer do que nos cerca e de nós mesmos. É um tentativa de me voltar pra dentro em busca de algo mais verdadeiro e essencial, além de simplesmente querer fugir dessa poluição auditiva que de fato faz mal pra qualquer ser humano, pra falar do lado prático e objetivo também. Poxa, tanto barulho cansa... mesmo.

Eu voltei de Berlin com tanta vontade de aprender (ao menos um pouquinho de) alemão e voltar pra lá daqui um tempo, quem sabe um ano, pra poder quem sabe começar a entender a visão de mundo que organiza a cidade, a sociedade e educa os filhos daquela forma que tanto me interessou. Mas hoje questiono se talvez o maravilhamento pode ter sido tão grande exatamente porque houve o não-entendimento, a imaginação, a lacuna, o mistério, a possibilidade em aberto. E ainda assim, claro, a vontade de voltar com mais calma permanece forte e eu continuarei a me questionar e irei atrás de aprender alemão... seguindo a busca pelos questionamentos e possíveis respostas.

Enfim, sobre barulho e a minha nessecidade de silêncio, brinco que existe sim amor em SP, o que não existe é silêncio. Então eu uso protetor auditivo pra andar pelas ruas, ufa!