Quanto mais eu leio sobre as incríveis e lindas inovações que estão sendo construídas no Sistema Educacional brasileiro, mais eu penso sobre qual é o professor que conseguirá implementar tudo isso?
São muitos conceitos enferrujados e arraigados em cada um de nós, porque eu me incluo com certeza nesse grupo. Quanto mais eu tento fazer coisas bacanas com meus alunos, mais difícil é porque eu não tive essa experiência como aluno.
Então eu fico cada vez mais inclinada a me focar agora em formação de professores (eu no momento), coordenadores (começando a me aventurar) e gestores (plano de futuro próximo) para que as escolas de fato funcionem como queremos (nós sonhadores de mundos melhores) e por isso a necessidade urgente de uma educação melhor, ou como venho lendo "integral", que se permita evoluir, mutar, com as necessidades do mundo e do ser humano a cada nova época.
Tenho encontrado pessoas inspiradoras no caminho e sinto que estou finalmente caminhando para um lugar profissional que me deixa muito feliz, além de caminhar para um tema de mestrado que me interessa, depois de uma longa busca interna. Veremos... Vou postando as ideias aqui vez ou outra.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
A complexidade do processo de formação do ser humano
Já faz bastante tempo que eu tive meu primeiro contato com a Teoria da Complexidade e isso foi um grande marco na minha vida, porque me fez abrir a forma com que eu via/lia/organizava o mundo. Aliás, organização é algo que sempre me faltou, minha mãe que o diga.
Sempre busquei organizar meus pensamentos, minhas vivências, meus desejos, meus dramas em "caixinhas" em que fizessem sentido, de forma com que eu aprendesse com cada coisa que me havia passado, cada experiência... mas não, eu nunca fui muito feliz nessa tarefa.. as coisas sempre ficaram muito perdidas na minha mente, tudo me era sentido.. e colocado para fora de forma mais "intuitiva" que racional, mais em forma de movimentos do que de palavras. Minha forma de expressar era assim também caótica muitas das vezes. Assim como minhas gavetas, claro.
E talvez seja daí que veio minha fascinação, após a dança, pelas línguas. Uma busca por me comunicar melhor, por formas de tirar de dentro de mim tantos pensamentos e vivências e conflitos...
Mais tarde essa busca se transformou em um desejo de me expandir ainda mais e ver o mundo, experienciá-lo e entendê-lo melhor só então. Entender os sistemas que gerem o mundo, as lógicas que me fugiam. E assim comecei a perseguir o sonho de viajar pelo mundo, falar línguas, dançar, me divertir, de formas diversas, com pessoas diversas, em meia a culturas diversas...
E só depois de muito tempo consegui me organizar suficientemente para colocar esses planos digamos "concretos" em ação. Uma grande realização, primeiramente. Um maravilhamento por cada nova coisa que surgia diante de mim.
Mas a necessidade de achar caixinhas internas para as coisas e organizar minhas emoções ainda existia, não estava desenvolvida essa capacidade de organização ainda, não da forma necessária para digerir tantas e tão intensas experiências. E assim eu mais me perdi do que me encontrei, eu mais me baguncei e me angustiei e questionei, mais do que achei a "minha casa" e respostas pelo mundo.
E hoje, depois de anos "matutando" sobre Complexidade, a vida, a Arte e outras tantas coisas, eu resolvi começar a colocar no papel todas as divagações que eu venho tendo entre a Teoria da Complexidade, O processo de Aprendizagem humano, O Sistema educacional, As inteligências múltiplas, e acho que mais um pouco, tudo em uma sistematização complexa que eu nem mesmo sei fazer, mas que decidi ao menos começar a tentar fazer virar algo concreto finalmente.
Complexo é a palavra deste post, com certeza. Porque é a palavra da minha mente, dos meus processos (e de cada ser humano), do sistema social em que vivemos, incluindo o sistema educacional - que mais me interessa... pra mim é uma grande verdade que foi teorizada. Viva!
E ao menos agora eu entendi que o que eu preciso mesmo fazer agora é buscar as ferramentas que não existem na minha caixinha, para adaptar e enquadrar tantas teorias em algo que faça algum sentido para mais alguém, depois de mim mesma, e que me ajude a dar continuidade em quem sabe um projeto de Mestrado, o mais genuíno que eu já tive e que nunca fiz acontecer.
Boa sorte para mim! E que nesse caminho eu consiga escrever coisas com mais sentido, menos malucas e nonsense.. Amém! e etc... Eu volto aqui pra reescrever isso tudo depois... Será?...
Sempre busquei organizar meus pensamentos, minhas vivências, meus desejos, meus dramas em "caixinhas" em que fizessem sentido, de forma com que eu aprendesse com cada coisa que me havia passado, cada experiência... mas não, eu nunca fui muito feliz nessa tarefa.. as coisas sempre ficaram muito perdidas na minha mente, tudo me era sentido.. e colocado para fora de forma mais "intuitiva" que racional, mais em forma de movimentos do que de palavras. Minha forma de expressar era assim também caótica muitas das vezes. Assim como minhas gavetas, claro.
E talvez seja daí que veio minha fascinação, após a dança, pelas línguas. Uma busca por me comunicar melhor, por formas de tirar de dentro de mim tantos pensamentos e vivências e conflitos...
Mais tarde essa busca se transformou em um desejo de me expandir ainda mais e ver o mundo, experienciá-lo e entendê-lo melhor só então. Entender os sistemas que gerem o mundo, as lógicas que me fugiam. E assim comecei a perseguir o sonho de viajar pelo mundo, falar línguas, dançar, me divertir, de formas diversas, com pessoas diversas, em meia a culturas diversas...
E só depois de muito tempo consegui me organizar suficientemente para colocar esses planos digamos "concretos" em ação. Uma grande realização, primeiramente. Um maravilhamento por cada nova coisa que surgia diante de mim.
Mas a necessidade de achar caixinhas internas para as coisas e organizar minhas emoções ainda existia, não estava desenvolvida essa capacidade de organização ainda, não da forma necessária para digerir tantas e tão intensas experiências. E assim eu mais me perdi do que me encontrei, eu mais me baguncei e me angustiei e questionei, mais do que achei a "minha casa" e respostas pelo mundo.
E hoje, depois de anos "matutando" sobre Complexidade, a vida, a Arte e outras tantas coisas, eu resolvi começar a colocar no papel todas as divagações que eu venho tendo entre a Teoria da Complexidade, O processo de Aprendizagem humano, O Sistema educacional, As inteligências múltiplas, e acho que mais um pouco, tudo em uma sistematização complexa que eu nem mesmo sei fazer, mas que decidi ao menos começar a tentar fazer virar algo concreto finalmente.
Complexo é a palavra deste post, com certeza. Porque é a palavra da minha mente, dos meus processos (e de cada ser humano), do sistema social em que vivemos, incluindo o sistema educacional - que mais me interessa... pra mim é uma grande verdade que foi teorizada. Viva!
E ao menos agora eu entendi que o que eu preciso mesmo fazer agora é buscar as ferramentas que não existem na minha caixinha, para adaptar e enquadrar tantas teorias em algo que faça algum sentido para mais alguém, depois de mim mesma, e que me ajude a dar continuidade em quem sabe um projeto de Mestrado, o mais genuíno que eu já tive e que nunca fiz acontecer.
Boa sorte para mim! E que nesse caminho eu consiga escrever coisas com mais sentido, menos malucas e nonsense.. Amém! e etc... Eu volto aqui pra reescrever isso tudo depois... Será?...
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